- Acho que gosto de um você que não existe.
- De que jeito?
- Assim, achei que era uma coisa no começo, mas agora vi melhor.
Ele não sorriu, como fazia com tudo que saía da boca dela. Dessa vez, não deu pra forçar.
- Já ouvi tanta coisa de você nos últimos dias...
- Eu sei, devia aprender a me controlar.
- Eu gosto assim.
- Gosta? Da minha frieza, estupidez e descontrole verbal?
- Pelo menos, você é sincera - ele se endireitou na cadeira, provavelmente porque era o único lugar que ele conseguiria se ajeitar depois desse baque. - Eu pensei nisso nos últimos dias...
- O quê?
- Mas você não gosta mais de mim ou nunca gostou?
- Gostei.
- De um eu que nunca existiu.
- Eu disse "não existe".
- Então já existiu...
- Eu não disse isso.
- O que, então?!
Ela hesitou. Não quis olhar pra ele. Na verdade, estava encarando o telão com um clipe dos The Monkeys há muitos minutos.
- Não sei.
- Queria que você nunca tivesse olhado duas vezes.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
100
Demora um pouco, mas às vezes noto a diferença. Tem um peso diferente, mas não sei dizer se é mais leve. A marca de sol ainda está lá, mas não deve demorar até ela sair.
Será que é assim que você vai sair da minha vida também?
Será que é assim que você vai sair da minha vida também?
terça-feira, 19 de abril de 2011
O novo blog
Nasceu assim, em uma tarde conversando sobre o velho blog.
"Você devia transformar em literatura", e eu imaginei seu olhar complacente de 6 anos atrás.
Você devia estar certo - como sempre esteve, e eu te odeio por isso - e resolvi armazenar minha verborragia em algum lugar mais útil que as pequenas janelinhas que piscam no meu Gmail. Não é como se eu fosse subitamente fazer literatura, mas a ideia é boa. É boa. Esse exercício de linguagem faz com que a gente perceba e reperceba situações. Novas perspectivas, talvez.
Quem sabe. Vamos ver.
"Você devia transformar em literatura", e eu imaginei seu olhar complacente de 6 anos atrás.
Você devia estar certo - como sempre esteve, e eu te odeio por isso - e resolvi armazenar minha verborragia em algum lugar mais útil que as pequenas janelinhas que piscam no meu Gmail. Não é como se eu fosse subitamente fazer literatura, mas a ideia é boa. É boa. Esse exercício de linguagem faz com que a gente perceba e reperceba situações. Novas perspectivas, talvez.
Quem sabe. Vamos ver.
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