Acredito que o ser humano usa a internet para satisfazer um instinto primário. O instinto de fugir, se esconder, ocupar a cabeça com coisas além da vida real. Às vezes, porque a vida real está tão apinhada de situações sem solução que é mais fácil sair um pouco. Não vejo nada de errado nisso, para falar a verdade. Já fugi muito.
Tomo esta ideia como teoria, pois nas últimas semanas eu praticamente esqueci da existência do Twitter, do Gmail e deste blog. O último a sumir da minha cabeça foi o Tumblr. Passei espantosas 19 horas sem postar uma vírgula no Twitter, durante o fim de semana.
Não sou base para comparação com o resto do mundo, mas percebo que pessoas muito ocupadas com a felicidade na vida real tendem a esquecer e muito que redes sociais existem. As criaturas mais alegres e animadas com a vida que tive o prazer de conhecer postam, se muito, quatro vezes por semana no Twitter. Ocupando-se com a felicidade? Talvez.
Sei que meus fins de semana têm passado bem sem a existência exacerbada da internet e das redes sociais. Até agora, não vi problema nenhum em continuar distraída da internet graças à qualidade atual da vida real.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
E será que?
- Vamos pensar numa situação hipotética.
- Sim. Quão hipotética?
- O suficiente.
- Certo.
- São dois amigos, muito amigos mesmo, que saem toda semana umas quatro vezes e não enjoam um do outro. Não brigam e, quando discordam, não discutem, apenas conversam. São muito íntimos, contam tudo um pro outro sobre até mesmo as coisas mais pessoais e exóticas.
- Certo.
- Daí a menina teve uma revelação nesse fim de semana, digna de seriado americano e acha que talvez, só talvez, esteja ultrapassando umas barreiras.
- Sei.
- Acha que é errado que os dois tentem ficar juntos, como mais que amigos?
Ele a encarou de volta, um olhar doce, mas tendencioso. O sorriso que ele abriu fez com que as sobrancelhas se erguessem levemente.
- Eu acho é que isso está longe de ser hipotético, não é?
- Sim. Quão hipotética?
- O suficiente.
- Certo.
- São dois amigos, muito amigos mesmo, que saem toda semana umas quatro vezes e não enjoam um do outro. Não brigam e, quando discordam, não discutem, apenas conversam. São muito íntimos, contam tudo um pro outro sobre até mesmo as coisas mais pessoais e exóticas.
- Certo.
- Daí a menina teve uma revelação nesse fim de semana, digna de seriado americano e acha que talvez, só talvez, esteja ultrapassando umas barreiras.
- Sei.
- Acha que é errado que os dois tentem ficar juntos, como mais que amigos?
Ele a encarou de volta, um olhar doce, mas tendencioso. O sorriso que ele abriu fez com que as sobrancelhas se erguessem levemente.
- Eu acho é que isso está longe de ser hipotético, não é?
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Orgulho
O que me deixa mais feliz com minha apresentação da monografia, e subsequente aprovação, não é o fato de tudo acabar e não ter mais que frequentar a faculdade, ou os elogios que recebi.
É saber que você estava lá, escutando tudo o que falaram sobre mim - os tais elogios sobre o quanto eu tinha alcançado todas as expectativas que criei nos professores durante todo o curso, o quanto eu tinha futuro e era uma pessoa brilhante - e adquirindo a certeza de que você me criou bem.
Espero que tenta tanto orgulho daquele dia quanto eu.
É saber que você estava lá, escutando tudo o que falaram sobre mim - os tais elogios sobre o quanto eu tinha alcançado todas as expectativas que criei nos professores durante todo o curso, o quanto eu tinha futuro e era uma pessoa brilhante - e adquirindo a certeza de que você me criou bem.
Espero que tenta tanto orgulho daquele dia quanto eu.
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