quinta-feira, 30 de junho de 2011

Conversa 13

- Você está reagindo a isso melhor do que eu imaginava - o comentário veio do nada, na frente da vitrine. O manequim misturava listras com bolinhas. Era puro terror.
- Como é que você imaginava?
- Sei lá, sabe como são as mulheres. Começam a falar mal, contar segredos e podres, dizer que foi uma bosta e não sei mais o quê.
- Admito que foi minha vontade.
- Imaginei. Mas você não fez isso... porque?
- Porque não é justo.
- Com quem?
- Acho que a pergunta mais certa é "com o que?".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia após dia...

...é cada vez mais fácil lembrar das coisas que fazem eu te odiar, e mais difícil guardar meu sentimento longe delas.

domingo, 26 de junho de 2011

Sobre sempre falar a verdade

Ela vivia seguindo um princípio básico de existência: ser sempre bem sincera com o parceiro. Primeiro, porque era mais fácil que mentir e ter que se lembrar de esconder a mentira. Segundo, porque ela acreditava que ninguém gostaria de viver ao lado de uma pessoa que esconde e mente qualquer besteira. Claro, como o mundo não está acostumado com a verdade, ela se continha até que achava ter intimidade o suficiente com a pessoa para começar a ser honesta.
Nos últimos tempos, a honestidade a tinha custado muito. Especificamente, ela tinha se fodido. Inclusive, jogaram na cara dela que ela disse não-sei-o-quê no dia-tal que magoou muito. Ao que ela pensou "mas ué, ele preferia que eu tivesse mentido, criado uma relação escondida com a pessoa, porque não podia falar a verdade para ele?". Ela achava que tinha feito da maneira mais correta possível, mas também não se acha mais nada hoje em dia.
Acabou desistindo de ser honesta por uns dias. Não deu certo, se sentia reprimida, pouco "ela mesma". "Se é pra ser assim, que não seja", e ela completava: "Quero é ver quando ele estiver com uma pessoa normal que mente, esconde e trapaceia, se vai achar isso bonito".
Honestamente, né.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O porquê

Evito pensar em você porque quero te esquecer. Evito pensar em tudo o que falamos um para o outro, em toda a mágoa que você atirou em mim, em comparações esdrúxulas, porque não quero que a raiva e a minha mágoa alcancem o sentimento bonito que eu tenho por você.
E que não vai embora tão cedo porque ele foi verdadeiro.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Isso não se faz

Martinha sempre soube que comparar os seus problemas com os dos outros era errado. Mamãe ensinou, papai confirmou, os amigos reforçaram, a psicóloga comprovou. Então, ela evitava ao máximo colocar as situações que ela enfrentava de frente com o que acontecia na vida de outras pessoas. Mesmo assim, era complicado quando alguém dizia para ela "você não sabe pelo que eu estou passando" ou "estou no pior momento da minha vida". Explicou para a psicóloga:
- Parece que elas estão tentando justificar o que fazem com os problemas que têm, quando na verdade o motivo é outro.
- Qual seria?
- Não sei. Preguiça. Conforto. Outras vontades. Mágoa. - uma coceira na ponta do nariz tirava sua atenção, como sempre que ela falava sobre isso - É difícil não ficar com raiva quando alguém me diz que não faz algo porque está num momento ruim, porque geralmente a razão é estresse no trabalho, brigou com um amigo, discutiu com a irmã.
- Sei.
- E eu fico aqui, me esforçando como nunca para não ficar com raiva dessas pessoas, porque eu não me impeço de ter esperança e fazer as coisas, e meus problemas são muito piores.
- Entendo. Mas saiba que cada um tem um limite diferente e é mais ou menos afetado por coisas diferentes.
Martinha parou por uns segundos.
- Eu sei, mas eu me sinto meio ofendida, sabe?
- Ofend...
- Como vou confiar em um mundo que não se tem o direito de comparar os problemas dos outros entre si?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Conversa 11

- O que muda é o quanto você se permite sofrer pela mesma coisa.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Letargia

Sinto como se não sentisse mais nada.
Minha cabeça é um turbilhão de pensamentos e ideias que não quero mais ter. Um amontoado de lembranças que não quero mais ter. Um furacão de desejos que não quero mais ter. Enquanto isso, ali do outro lado do meu ser, eu não quero me desfazer de tanta lembrança boa, de tantos momentos, de tantas risadas, de tantos carinhos.
Na guerra entre minha cabeça e meu coração, não importa o vencedor, eu sempre vou sair machucada.

Queria entender porque só consigo pensar nas coisas boas. Queria entender porque você não consegue também. Queria entender porque ninguém mais consegue, só eu.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

As fases de um relacionamento

A vontade: quando você olha ele lá, ele te olha de cá, vocês trocam aquela tensão sexual no ar. Quem vai sorrir primeiro? Quem vai chegar primeiro?
O interesse: a conversa começa. Tudo é estrategicamente posicionado, mesmo que os dois não imaginem. As palavras, os toques, as risadas, as brincadeiras, as perguntas.
Aí vem o beijo.
A curiosidade: mais do que um interesse. Transforma-se em vontade de saber além do que a pessoa te concede a liberdade de perguntar.
O desejo: conhecido também como sexo.
A possessão: o que já foi meu, ninguém mais tasca.
O namoro: o sentimento floresce e, se mútuo, leva à honesta comunhão de vidas sociais.

domingo, 12 de junho de 2011

O jogo

- Se você quer mudar, e eu odeio ter que te dizer isso, mas seus amigos não podem te ajudar nisso.
- Como assim?
- Porque eles não querem que você mude. Seus amigos vão dizer que estão confortáveis com você do jeito que você é, que gostam de você assim e que não tem nada de errado com você. Mesmo que seja mentira. Eles estão fazendo o que amigos fazem. Nesse caminho, você está sozinho. Se você quer mudar, precisa fazer sem eles. Quando você mudar, os seus amigos vão te aceitar pelo que você é.
- E se não aceitarem?
- Vão aceitar porque verão que foi o melhor para você. E você já terá feito novas amizades que aceitarão, de qualquer forma.
- Acho que não tem nada pior do que estagnar em um sentido de vida pra sempre, né?
- Tem. Achar que isso é normal é bem pior.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Conversa 10

- Você quer pegar isso tudo, guardar num potinho e esconder na gaveta mais profunda que tem, né?
- Bem...
- Não, pô. Ela quer é quebrar a porra do potinho de uma vez.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Conversa 9

- Não sei o que aconteceu nesse um mês. Parece que...
Uma pausa. Ele chorava, ela não. Porque ela também não chorava?
- Parece que eu perdi alguma coisa nesse um mês, que não sei o que é. Alguma coisa se perdeu. E sem essa coisa, eu não quero tentar.
- E você não quer nem tentar encontrar essa coisa de novo?
- Se eu não sei o que é, não tenho como procurá-la.
Era uma conversa difícil não pelo teor emocional, mas porque ela podia sentir cada vibração da mágoa dele. Ele negava, dizia que não estava a castigando pelo que ela fizera, mas a mágoa estava ali, impressa em cada palavra, em cada frase. Impressa cada vez que ela tentava falar normalmente, conversando, e ele respondia rispidamente. Impressa cada vez que ela se abria um pouco mais sendo sincera sobre o que sentia de verdade e ele respondia voltando para o "você que terminou comigo". De todos os lados, havia a mágoa.
Quando foi embora, ela decidiu. Sentou-se no quarto, pegou uma folha de papel e escreveu.
"Amor, não dá mais para mim. Não posso ser sua amiga. Sinto sua mágoa emanando de cada palavra que trocamos. Eu tentava ser gentil e paciente, esta é a nova eu, e você era ríspido, seco e irônico. Teríamos trocado de papéis nesse teatro? Você precisa se resolver com essa mágoa para que possamos algum dia ser sequer amigos. Eu não posso resolver por você. Com o amor que não posso lhe dar, Julieta."
Ela dobrou cuidadosamente, colocou em um envelope e foi para uma caixa de correios na esquina da sua rua. Sem endereço, ela postou a carta. Não queria que ela chegasse. Queria apenas sentir como se ele fosse saber o que escrevera.
Ela voltou para casa. Está meio vazia até hoje. Ela e a casa.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Será que dá?

Pra mim, não dá, meu amor.
Não vou sumir da sua vida, mas você vai sumir da minha.
Espero que seja feliz.
Espero que ache o que está procurando.
Vou viver minha vida e achar outra pessoa para amar. Tenho essa necessidade.
Nem que essa outra pessoa seja eu.

Conversa 8

Os dois naquele banco frio, no escuro, olhando para a luz dos refletores do bloco. Eles não se encaravam. Ela tinha uma certa ressalva com relação a ele, porque todo porra louca deve ser levado com parcimônia. Ele aprendera a gostar bastante dela com 10 minutos de conversa e já a chamava de amiga de infância.
- Resumão geral, pra você.
- Que merda, cara.
- É.
- Mas cara, eu não sei nem o que te dizer, porque nada ajuda ou resolve nessas horas, mas eu te digo que você tem que fazer o que você tem vontade.
- Minha vontade é de continuar tentando, de ir atrás disso. Mas todo mundo me fala para não fazer isso, porque vai piorar tudo, porque ele vai enjoar de mim, porque vou perder meu tempo.
- Pode ser isso tudo. Mas não importa o que te digam e quantos motivos te derem, você tem um que ganha de todos: você quer.
Um vagalume passou raspando e brilhando.

De 3 em 3

- Eu acredito muito naquela regra dos três.
- Qual?
- Aquela de que tudo que você faz, volta para você 3 vezes mais.
- E quando ela volta umas 70 vezes mais?
- Aí não sei, não. Tem que ver com a mãe de santo.

Não posso ir mais longe que isso



It says it all.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sempre em pé

Reli suas mensagens de celular. Uma delas cantava aquela música: "será que você volta? tudo a minha volta, é triste...". Coisas da vida: agora quero voltar e é você que não quer mais que eu volte.
- Você está bem, querida? - me perguntam quando levanto para ir embora mais cedo do trabalho. As palavras não saem da minha boca, porque até isso faz doer meu coração. Não preciso dizer nada.
- Claro que não está, né? Mas não tem problema, querida. Chore o que tem pra chorar aí dentro. E lembre-se que mulher é forte e cai em pé, tá?
Só consegui agradecer balançando a cabeça em afirmativo, porque no fundo sei que já caí e estou só me esforçando pra continuar em pé.
Queria tanto um daqueles abraços cheios de amor que você me dava.

Extraestima

- Nossa.
- O que?
- O seu sorriso é lindo.
Ela riu mais ainda, dessa vez sem medo de parecer boba.
- 'brigada.
- Não, sério. O seu olhar parece que ri junto com a sua boca.
Palavras desconhecidas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

30 dias

Muita coisa pode acontecer em um mês.
Mais de mil pessoas morrem. Mais de mil pessoas nascem. A economia de um país quebra. Bancos tomam as casas de cidadãos. Terremotos destroem cidades. Tsunamis atingem pequenos países. Pessoas ficam desabrigadas. Terroristas explodem carros em ruas abertas. Crianças morrem com raros tipos de câncer.
Em um mês, também, você me esqueceu.
No meio de tanta coisa que pode acontecer no mundo em um mês, chego ao egoísmo de só conseguir pensar no quão fácil foi pra você me esquecer em tão pouco tempo. Realmente, enxergamos muito mais o nosso próprio umbigo.

Conversa 7

- Sabe o que mais me magoa, disso tudo?
Uma pausa dramática, para o efeito da conversa. Ela podia amadurecer o quanto fosse, mas sempre ia gostar do drama.
- Ele deu chances pra outras pessoas antes. Deu chance pra uma que chifrou ele no carnaval. Correu atrás de uma maluca que conferia a vida dele no telemarketing da TIM. Deu chance pra outra que deu um toco nele avisando que seria melhor pararem de se ver porque o outro cara que ela tava saindo não estava gostando.
- Uau.
- E eu. Namoramos dois anos que pareceram cinco. Compartilhamos a nossa vida. Fizemos planos. Viajamos juntos. Conhecemos a família um do outro. Nos demos apoio em momentos difíceis. E eu... e pra isso tudo, ele não consegue dar uma chance? É isso que me magoa.
Uma pausa dramática.
- Talvez exatamente por causa disso, ele não queira dar outra chance.
- Como assim?
- Porque pode ser, de novo, não conheço o cara, mas pode ser que você seja mais especial do que elas. Pra ele, você foi e é muito mais do que elas foram.
- É...
- Quanto mais a gente gosta de alguém, mais damos carta branca para essa pessoa fazer o que quiser conosco. Abrimos as portas, damos todas as oportunidades. Às vezes, o que ele sentiu por você foi tão maior do que com elas, que mesmo que você não faça nada enorme, como o que elas fizeram, mesmo que seja algo pequeno, isso vai magoá-lo muito mais do que se fosse com elas. Pelo simples fato de que, com você, era diferente. Era amor.

Conversa 6

- Uma coisa que eu aprendi na vida é que nunca se pode confiar no que as pessoas dizem. Elas podem mentir, elas podem falar por falar, elas podem não ter pensado direito antes de falar. Às vezes, elas falam algo que não sentem.
- Com certeza, mas eu não tenho como...
- ...ficar tentando adivinhar o que é a verdade.
- Isso.
- Não pode mesmo.
- Então eu prefiro acreditar no que as pessoas falam.
Já escurecia. Ela nem tinha imaginado que ia bater um papo tão denso com ele, logo ele, mas acordara pra baixo e sem nenhuma vontade de curtir o dia. Precisava falar.

domingo, 5 de junho de 2011

Conversa 5

Ela já estava se sentindo um pouco chata, trazendo sempre o mesmo assunto quando estava com os amigos. A questão era que ela não conseguia pensar por si mesma, era tudo muito confuso, e a experiência a tinha feito entender que às vezes é preciso ver vários ângulos de uma situação. Aquele era o caso.
- A pior coisa a fazer agora é insistir.
- Você acha?
- Claro. Você teve o seu tempo, ele tem o direito de ter o dele.
- Só tenho medo dele esquecer de vez de mim, com a distância.
- Se acontecer, é porque ele não valia a pena desde o começo.
O casal era lindo. Enquanto ele falava, ela olhava profundamente para suas feições, com um olhar de admiração pelas palavras que saíam da boca dele, como se soubesse a maturidade impressa naquelas frases e o quanto aquilo a deixava orgulhosa. Enquanto conversava, ele tinha aquele tom de desculpas na voz, como se tudo o que dissesse para a amiga, na verdade, fosse para a namorada. Era lindo.
- O nosso maior erro foi continuar nos vendo, continuar ficando. Forçando uma coisa que não estava no momento de acontecer. Eu estava na sua fase, não estava bem, saí de perto porque sempre fui muito sincero com ela. E ela sofrendo. Quando ela se acostumou com a ideia de ficar sem mim, eu entendi que não queria ficar sem ela. E daí era ela que não queria mais.
- Já ouvi isso antes.
- Eu sei, é parecido. O fato é que isso é necessário para ele, nesse momento. Então, dê isso a ele e a você também.
Ela desviou o olhar. Não importava quantas vezes escutasse aquilo, ainda ia doer da mesma forma.
- O que me deixa triste, triste demais, é que eu sei que se a gente tentasse de novo agora, ia dar tudo certo. Eu sei, do fundo do meu coração. Sabe quando você sabe do fundo do seu coração?
Ele sorriu levemente em solidariedade.
- Você diz isso por você. Não dá pra dizer isso pelos outros.

sábado, 4 de junho de 2011

Conversa 4

- Você não pode esperar que ele seja o seu cavaleiro numa armadura dourada o tempo todo.

Conversa 3

- Eu e você, somos um tipo diferente de mulher. Não temos frescuras, gostamos de coisas de menino, conversamos de boa sobre tudo, não temos mimimi com sexo. Acha mesmo que é fácil encontrar outras gurias assim por aí?
- É mesmo, nunca tinha pensando por essa perspectiva.
- Faz você se sentir bem - ela tomou mais um gole daquele néctar negro e amargo. Porque mesmo ela tinha pedido a cerveja preta?
- Mas pode ser que ele ache uma outra assim também.
- Pode. Mas daí eu te garanto que haverão muitos outros peixes no oceano querendo mulheres como nós.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Conversa 2

- Ele me disse para continuar do jeito que eu estava. Porque eu estava bem, sabe.
- Concordo com ele. Você tem que ir viver a sua vida e deixar isso pra lá. Não é fácil, eu sei, mas é o melhor. Eu sei porque já passei por isso e foi o dobro do tempo de relacionamento.
O cigarro acabou e ele acendeu outro. Ela continuava encostada na fria parede do prédio recém-construído, olhando para os apartamentos ao alto. Estratégia para não chorar. Já havia chorado demais.
- Eu só não consigo entender como ele conseguiu esquecer esse amor que ele dizia ser tão grande em um mês.
- Não esqueceu. Ele ainda gosta de você, tanto que está sendo sincero contigo. Senão ele poderia muito bem inventar um caô qualquer e te usar como friendly fuck. Ele está magoado com o término e inconscientemente está descontando de volta em você, agora que a situação se inverteu. De verdade? Não corre atrás. Se você correr atrás, ele vai encher o saco, enjoar de você e você vai ter perdido seu tempo. Se for pra vocês voltarem, ele vai vir atrás de você quando a vida dele estiver melhor.
- Mas eu tenho medo... porque ele está tão aberto a conhecer novas pessoas. Eu nunca vi isso. Tenho medo dele encontrar alguém melhor do que eu.
- Não vai.
- Por que?
- Porque não vai.

Conversa 1

- E foi isso.
O meio sorriso foi completamente forçado, mas valia para tirar um pouco do clima.
- É. Pois é. Eu repito o que te disse antes.
- O quê?
- Que você tem que continuar do jeito que você estava. Você estava bem, estava curtindo. Você tem que continuar assim, continuar vivendo a sua vida.
- Eu não vou parar de viver minha vida. Eu só queria que ele estivesse nela também.
- Eu sei, mas não tem nada que você possa fazer agora.
Ela abaixou a cabeça fingindo que estava preocupada com as formigas escalando sua perna. Era um artifício para a fuga do olhar.
- Não tem mesmo.
- Eu sei que isso é chato... não falei que era fácil ou tranquilo, isso é uma merda. Mas você tem que continuar a sua vida. Isso tudo não quer dizer as coisas que sua cabeça devem estar inventando, na sua paranoia. Às vezes, é isso mesmo que ele falou e da mesma forma que você teve a liberdade de acabar para melhorar sua vida, ele também tem. Eu sei que dói pensar assim, que é uma merda, mas também é a verdade. Se for para vocês ficarem juntos, quando isso passar, ele vai voltar pra você. E se não voltar, é porque não valia a pena.