quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desligando-se

Acredito que o ser humano usa a internet para satisfazer um instinto primário. O instinto de fugir, se esconder, ocupar a cabeça com coisas além da vida real. Às vezes, porque a vida real está tão apinhada de situações sem solução que é mais fácil sair um pouco. Não vejo nada de errado nisso, para falar a verdade. Já fugi muito.
Tomo esta ideia como teoria, pois nas últimas semanas eu praticamente esqueci da existência do Twitter, do Gmail e deste blog. O último a sumir da minha cabeça foi o Tumblr. Passei espantosas 19 horas sem postar uma vírgula no Twitter, durante o fim de semana.
Não sou base para comparação com o resto do mundo, mas percebo que pessoas muito ocupadas com a felicidade na vida real tendem a esquecer e muito que redes sociais existem. As criaturas mais alegres e animadas com a vida que tive o prazer de conhecer postam, se muito, quatro vezes por semana no Twitter. Ocupando-se com a felicidade? Talvez.
Sei que meus fins de semana têm passado bem sem a existência exacerbada da internet e das redes sociais. Até agora, não vi problema nenhum em continuar distraída da internet graças à qualidade atual da vida real.

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