quarta-feira, 8 de junho de 2011

Conversa 8

Os dois naquele banco frio, no escuro, olhando para a luz dos refletores do bloco. Eles não se encaravam. Ela tinha uma certa ressalva com relação a ele, porque todo porra louca deve ser levado com parcimônia. Ele aprendera a gostar bastante dela com 10 minutos de conversa e já a chamava de amiga de infância.
- Resumão geral, pra você.
- Que merda, cara.
- É.
- Mas cara, eu não sei nem o que te dizer, porque nada ajuda ou resolve nessas horas, mas eu te digo que você tem que fazer o que você tem vontade.
- Minha vontade é de continuar tentando, de ir atrás disso. Mas todo mundo me fala para não fazer isso, porque vai piorar tudo, porque ele vai enjoar de mim, porque vou perder meu tempo.
- Pode ser isso tudo. Mas não importa o que te digam e quantos motivos te derem, você tem um que ganha de todos: você quer.
Um vagalume passou raspando e brilhando.

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